Ultrassonografia do assoalho pélvico: indicações, preparo e como o exame ajuda no seu tratamento

Postado em: 15/12/2025

Ultrassonografia do assoalho pélvico: indicações, preparo e como o exame ajuda no seu tratamento

A ultrassonografia do assoalho pélvico é um exame não invasivo que avalia, em tempo real, músculos, ligamentos e órgãos da pelve (bexiga, uretra, vagina e reto) em repouso e durante manobras como tosse (Valsalva).

Por mostrar anatomia e função ao mesmo tempo, esse exame tornou-se essencial no diagnóstico de incontinência urinária, prolapsos e na avaliação de resultados de fisioterapia pélvica e cirurgias.

Em sua prática clínica, a Dra. Aline atua com ultrassonografia avançada (incluindo avaliação de assoalho pélvico). A seguir, entenda os detalhes da ultrassonografia: como ela é realizada, quais os seus benefícios e como se preparar!

O que é (e o que mostra) a ultrassonografia do assoalho pélvico?

Também chamada de ultrassonografia translabial ou transperineal, utiliza um transdutor posicionado externamente na região perineal. 

Em alguns casos, pode-se associar o ultrassom endovaginal para detalhes de músculos e cicatrizes.

A Dra. Aline Borges é especializada em ultrassonografia do assoalho pélvico e todos os exames são realizados usando a avaliação 3D/4D, que melhora a visualização espacial do hiato e das estruturas.

Do ponto de vista funcional, o exame permite mensurar mobilidade do colo vesical e rotação uretral, além da descida do colo vesical durante o esforço, parâmetros úteis principalmente quando há incontinência de esforço. 

Há boa correlação com o teste do cotonete (Q-tip) e excelente aceitação pelas pacientes.

Quais as principais indicações da ultrassonografia do assoalho pélvico?

O exame é recomendado, principalmente, quando há:

  • Perda urinária ao tossir, correr, pular ou rir (incontinência de esforço) e situações mistas.
  • Sensação de peso/“bola” vaginal (suspeita de prolapso).
  • Dor pélvica crônica e investigação de causas musculares.
  • Pós-parto (avaliação do hiato, tônus e possíveis avulsões musculares).
  • Pós-operatório de cirurgias uroginecológicas (ex.: revisão de sling e telas).
  • Acompanhamento da fisioterapia do assoalho pélvico.

Como é feito o exame?

Segue o passo a passo da ultrassonografia do assoalho pélvico:

  • Exame feito sem preparo complexo: apenas bexiga com enchimento confortável; não há uso de radiação.
  • Posicionamento em decúbito dorsal, com gel na pele; o transdutor é apoiado sobre o períneo.
  • Imagens em repouso, contração e esforço (tosse/Valssalva) para avaliar a dinâmica.
  • Quando indicado, complementa-se com ultrassom endovaginal para ver detalhes musculares e cicatriciais; a aquisição 3D ajuda a medir hiato e simetria.

Ultrassonografia do assoalho pélvico: indicações, preparo e como o exame ajuda no seu tratamento

O que a especialista avalia?

A Dra. Aline faz uma avaliação detalhada pela ultrassonografia 3D e 4D dos seguintes pontos:

  • Anatomia e medidas: hiato do elevador, comprimento uretral, distância pubo-uretral, ângulos uretrais e descida do colo vesical.
  • Função muscular: contração voluntária, sinergia, assimetrias e avulsão do puborretal.
  • Complicações e dispositivos: posição de slings/telas, erosões/extrusões, e até resíduo pós-miccional se necessário.

Esses achados orientam condutas conservadoras (fisioterapia, ajustes comportamentais) ou cirúrgicas, sempre correlacionados à história clínica.

Ultrassonografia, urodinâmica e outros exames: como se complementam?

Para investigar incontinência urinária, a médica pode solicitar exames laboratoriais de urina (para excluir infecção), urodinâmica, pad-test e ultrassonografia do assoalho pélvico. 

Cada exame responde perguntas diferentes: a urodinâmica mede pressões/fluxos; o ultrassom mostra anatomia e mobilidade em tempo real — juntos, eles aumentam a precisão diagnóstica e ajudam a personalizar o tratamento.

Quais os benefícios da ultrassonografia do assoalho pélvico para a paciente?

Os benefícios incluem:

  • Exame não invasivo e sem radiação.
  • Rápido e bem tolerado, inclusive no pós-parto.
  • Exame dinâmico: avalia o comportamento das estruturas durante esforço/contração.
  • Objetivo: gera medidas reprodutíveis que ajudam a monitorar evolução clínica e fisioterapêutica.
  • Exame versátil: útil no pré e pós-operatório de cirurgias uroginecológicas (por exemplo: slings e correções de prolapso).

Perguntas frequentes sobre a ultrassonografia do assoalho pélvico 

A ultrassonografia do assoalho pélvico precisa de preparo?

Em geral, não. Recomenda-se apenas bexiga pouco cheia para melhor visualização.

O exame dói?

Não. O transdutor é externo (transperineal/translabial) e o procedimento costuma ser indolor, com duração de poucos minutos.

Esse é um exame “apenas para incontinência”?

Não. A ultrassonografia do assoalho pélvico ajuda também na avaliação de prolapsos, dor pélvica e no pós-parto, inclusive para monitorar a resposta à fisioterapia.

Existem vantagens do exame em 3D?

A aquisição 3D/4D melhora a análise do hiato e da simetria dos músculos elevadores, agregando precisão à documentação pré e pós-tratamento.

Quando procurar a Dra. Aline Borges?

Agende sua consulta com a Dra. Aline Borges se você apresenta perda urinária, sensação de peso vaginal, dor pélvica, dificuldade para urinar/evacuar ou se está no pós-parto e deseja um check-up do assoalho pélvico. 

Entre em contato para marcar seu horário e conte com uma avaliação aguçada, sempre com um atendimento acolhedor e atencioso!


Dra. Aline Borges
Ginecologista especialista em Reprodução Humana

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