Quando é a Melhor Idade para Congelar Óvulos?
Postado em: 14/07/2025
Toda mulher nasce com uma reserva ovariana, ou seja, a quantidade de óvulos disponíveis ao longo da vida. Com o tempo, essa reserva diminui em quantidade e qualidade, principalmente após os 35 anos.
Essa queda é natural, mas costuma ocorrer mais rápido do que se imagina. Aos 30 anos, a reserva ovariana ainda é boa. Entre os 35 e 37 anos, a redução se acentua e, após os 40 anos, as chances de uma gravidez natural caem significativamente.
Além disso, aumentam os riscos de alterações genéticas nos óvulos, como as aneuploidias, que podem resultar em abortos espontâneos ou síndromes cromossômicas, como a síndrome de Down.
Por isso, o congelamento de óvulos em idade mais jovem é uma forma eficaz de preservar a fertilidade. Quanto antes o procedimento for realizado, maiores são as chances de sucesso reprodutivo no momento mais adequado da vida.
Continue lendo para entender melhor esse processo e tomar decisões informadas sobre seu futuro reprodutivo.
Congelamento de óvulos: o que considerar ao decidir a idade certa
A melhor idade para congelar óvulos é entre 30 e 35 anos, quando a qualidade genética é alta e a resposta à estimulação ovariana costuma ser bastante satisfatória.
Nessa fase, geralmente conseguimos coletar um número ideal de óvulos em menos ciclos, aumentando as chances de sucesso em uma futura gestação.
No entanto, mulheres acima dos 35 anos ainda podem ter bons resultados, especialmente com protocolos individualizados e técnicas modernas, como a vitrificação — método ultrarrápido que preserva melhor a qualidade dos óvulos.
A decisão de realizar o congelamento deve considerar diferentes fatores, como os níveis do hormônio antimülleriano (AMH), a contagem de folículos antrais por ultrassonografia, o histórico reprodutivo e os planos pessoais da paciente em relação à maternidade.
Quando o congelamento de óvulos é indicado?
Indico o congelamento de óvulos em diferentes contextos clínicos e pessoais, como:
- Mulheres que desejam adiar a maternidade por motivos profissionais, acadêmicos ou pessoais;
- Mulheres solteiras que ainda não encontraram um parceiro e desejam preservar suas chances futuras;
- Pacientes com endometriose, doenças autoimunes ou histórico familiar de menopausa precoce;
- Mulheres que precisarão passar por tratamentos oncológicos, como quimioterapia ou radioterapia;
- Pacientes jovens com sinais precoces de baixa reserva ovariana.
Em todas essas situações, o congelamento de óvulos é uma ferramenta segura e eficaz para a preservação da fertilidade.
Como funciona o processo de congelamento de óvulos?
O processo é dividido em etapas bem definidas:
- Avaliação inicial: realizamos exames hormonais e ultrassonografia transvaginal para avaliar a reserva ovariana e definir a estratégia de estimulação;
- Estimulação ovariana: por cerca de 10 a 12 dias, utilizamos hormônios para estimular o crescimento de múltiplos folículos;
- Monitoramento: acompanho o desenvolvimento folicular com ultrassonografias e exames de sangue, identificando o momento ideal para a coleta;
- Punção folicular: com sedação leve, os óvulos são aspirados diretamente dos ovários, por via transvaginal;
- Congelamento por vitrificação: os óvulos maduros são congelados com uma técnica ultrarrápida, que mantém alta taxa de sobrevivência.
Todo o processo é realizado com segurança, acompanhamento médico especializado e suporte emocional, garantindo conforto e tranquilidade para a paciente.
Quantos óvulos devo congelar?
Essa é uma dúvida comum no consultório. O número ideal depende principalmente da idade da mulher no momento do congelamento. Em média:
- Aos 30 anos: cerca de 10 a 12 óvulos são suficientes para uma boa taxa de sucesso;
- Aos 35 anos: recomenda-se entre 15 e 20 óvulos;
- Após os 38 anos: pode ser necessário coletar uma quantidade maior ou realizar mais de um ciclo para atingir um número ideal.
Esses valores são apenas estimativas. O planejamento do número de óvulos congelados será sempre individualizado, considerando a resposta da paciente à estimulação hormonal e seus objetivos reprodutivos.
Qual é a taxa de sucesso?
As chances de gravidez futura com óvulos congelados variam entre 60% a 70% quando a coleta é realizada antes dos 35 anos.
Os resultados são ainda melhores quando são utilizados embriões cromossomicamente normais, identificados por meio do teste genético pré-implantacional (PGT-A). Com o avanço da idade, essas taxas tendem a diminuir.
Por isso, congelar óvulos em idade fértil é considerado um dos melhores investimentos na fertilidade futura. O procedimento oferece autonomia, controle e tranquilidade para planejar a maternidade no momento mais adequado à sua vida.
Congelamento de óvulos: decisão consciente e planejada
O congelamento de óvulos é uma escolha de autocuidado e liberdade reprodutiva. Permite que você preserve sua fertilidade e decida o momento certo para engravidar, com mais tranquilidade e respaldo científico.
Mais do que uma alternativa, é uma estratégia preventiva da medicina reprodutiva, que oferece autonomia e planejamento para quem deseja adiar a maternidade.
Se você está considerando essa possibilidade, especialmente se tem entre 30 e 35 anos ou apresenta fatores de risco para redução da reserva ovariana, agende uma consulta. Vamos conversar sobre seu histórico, exames e objetivos com atenção e clareza.
Sua fertilidade merece cuidado. E esse cuidado começa com informação de qualidade e orientação especializada.
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A Dra. Aline Borges é médica ginecologista e especialista em reprodução humana, atua na área de ultrassonografia da imagem da mulher e é professora dos cursos de HYCOSY e ultrassonografia para endometriose no CETRUS.
CRM 120044/SP
RQE Nº: 83943 – Ginecologia e Obstetrícia
RQE Nº: 58644 – Diagnóstico por imagem
RQE N° 839431 – Reprodução Assistida
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Dra. Aline Borges
Ginecologista especialista em Reprodução Humana



