Hidrossalpinge: O que é, causas, sintomas e tratamentos
Postado em: 16/03/2025
Hidrossalpinge: O que é, causas, sintomas e tratamentos
A hidrossalpinge é uma condição que pode impactar a saúde reprodutiva feminina, gerando dúvidas e preocupações para muitas mulheres que desejam engravidar. Neste texto, vou te explicar o que é hidrossalpinge, suas principais causas, sintomas, impactos na fertilidade e as formas mais indicadas de tratamento. Confira as orientações da Dra. Aline Borges e entenda como cuidar melhor da sua saúde ginecológica.
O que é hidrossalpinge?
A hidrossalpinge é caracterizada pelo acúmulo de líquido em uma ou nas duas tubas uterinas (também conhecidas como trompas de Falópio). Essa condição ocorre, geralmente, devido a um processo inflamatório ou infeccioso anterior que pode levar ao bloqueio parcial ou total das trompas.
Quando a tuba uterina é obstruída, o líquido ali presente fica retido, podendo distender a estrutura e até mesmo causar alterações na sua funcionalidade. Em muitos casos, essa disfunção tem impacto direto na fertilidade, pois as trompas são fundamentais para o encontro do óvulo com o espermatozoide.
Principais causas da hidrossalpinge
A hidrossalpinge costuma estar associada a processos inflamatórios crônicos ou infecções ginecológicas. Algumas das principais causas incluem:
• Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs): infecções causadas por bactérias como a clamídia e a gonorreia são frequentemente relacionadas à inflamação das tubas uterinas.
• Endometriose: a presença de tecido endometrial fora do útero pode causar reações inflamatórias que afetam as trompas, favorecendo o acúmulo de líquido.
• Cirurgias pélvicas anteriores: procedimentos cirúrgicos na região pélvica podem levar à formação de aderências e cicatrizes, aumentando o risco de obstrução.
• Doença Inflamatória Pélvica (DIP): quando não tratada adequadamente, a DIP pode evoluir para complicações como a hidrossalpinge.
Sintomas de hidrossalpinge
Em alguns casos, a hidrossalpinge não apresenta sinais claros, sendo identificada apenas durante exames de rotina ou quando há dificuldade para engravidar. No entanto, algumas mulheres podem apresentar:
• Dor pélvica crônica ou intermitente;
• Desconforto durante a relação sexual;
• Secreção vaginal anormal;
• Sensação de inchaço na região pélvica;
• Febre baixa e persistente (em casos de infecção ativa).
Por ser uma condição de difícil identificação apenas pelos sintomas, é fundamental realizar check-ups ginecológicos periódicos para garantir um diagnóstico precoce e um tratamento adequado.
Hidrossalpinge e fertilidade
A fertilidade feminina depende da interação de diversos fatores, e as trompas de Falópio exercem um papel crucial nesse processo. É por meio das trompas que o óvulo se encontra com o espermatozoide para ocorrer a fecundação.
Quando uma ou ambas as trompas estão bloqueadas pelo acúmulo de líquido (hidrossalpinge), a capacidade de transporte do óvulo ou do embrião fica comprometida. Isso pode resultar em dificuldades para engravidar ou até mesmo em quadros de gravidez ectópica (quando o embrião se desenvolve fora do útero).
Vale destacar que nem todas as mulheres com hidrossalpinge apresentam infertilidade ou subfertilidade. No entanto, para aquelas que enfrentam dificuldades para engravidar, a condição deve ser investigada e tratada com a devida atenção.
Diagnóstico: como é feito?
O diagnóstico de hidrossalpinge geralmente envolve a combinação de histórico clínico, exame físico e testes de imagem. Alguns procedimentos utilizados incluem:
1. Ultrassonografia transvaginal: pode evidenciar a presença de líquido nas trompas e alterações na anatomia pélvica.
2. Histerossonossalpingografia (HYCOSY): num único exame é possível avaliar a anatomia pélvica e perviedade das tubas pelo ultrassom com contraste.
3. Histerossalpingografia (HSG): exame de raio-X que avalia a permeabilidade das trompas; consiste na injeção de contraste que percorre o útero e as tubas uterinas.
4. Laparoscopia diagnóstica: método minimamente invasivo que permite visualizar diretamente a cavidade pélvica, somente realizado nos casos de procedimentos terapêuticos.
Tratamentos para hidrossalpinge
A escolha do tratamento mais adequado para hidrossalpinge depende da gravidade do quadro, da presença de sintomas, da idade da paciente e do desejo de engravidar. Entre as abordagens mais comuns, destacam-se:
1. Antibioticoterapia: indicada quando há suspeita ou confirmação de infecção ativa, seja por bactérias ou outras causas.
2. Procedimentos cirúrgicos:
o Correção cirúrgica por laparoscopia: pode remover aderências e restaurar a permeabilidade das trompas.
o Salpingectomia: em casos graves ou quando há risco de complicações, pode ser necessária a remoção total ou parcial da tuba uterina afetada.
3. Fertilização in vitro (FIV): para mulheres que desejam engravidar e enfrentam bloqueios persistentes nas trompas, a FIV é uma alternativa eficaz, pois a fecundação ocorre em laboratório, dispensando a passagem do óvulo pelas trompas.
4. Cuidados complementares: mudanças no estilo de vida, prática de exercícios físicos moderados e acompanhamento especializado podem auxiliar na recuperação e na prevenção de complicações futuras.
Prevenção e cuidados gerais
Embora nem sempre seja possível prevenir completamente a hidrossalpinge, algumas medidas podem reduzir os riscos:
• Uso de preservativos: diminui a exposição a DSTs que podem levar a infecções.
• Tratamento precoce de infecções: ao apresentar sintomas de infecção ginecológica, é fundamental buscar atendimento médico para evitar complicações.
• Acompanhamento ginecológico regular: exames de rotina e check-ups ajudam a identificar alterações de forma precoce, possibilitando intervenções preventivas.
• Hábitos saudáveis: alimentação equilibrada, prática de atividade física e redução do estresse contribuem para manter o sistema imune fortalecido.
Perguntas frequentes sobre hidrossalpinge
1. Hidrossalpinge sempre causa infertilidade?
Não necessariamente. Embora possa afetar a fertilidade devido à obstrução das trompas, algumas mulheres conseguem engravidar naturalmente ou com auxílio de tratamentos de reprodução assistida.
2. Existe tratamento sem cirurgia?
Sim. Em casos leves ou com suspeita de infecção, antibióticos podem ser suficientes para controlar a inflamação. Porém, quando há bloqueio físico permanente, a cirurgia costuma ser a melhor opção.
3. A hidrossalpinge pode voltar após o tratamento?
Dependendo da causa inicial (por exemplo, endometriose ou infecções crônicas), há risco de recorrência. O acompanhamento médico contínuo é essencial para identificar e tratar eventuais novos focos de inflamação ou infecção.
Quando buscar ajuda médica?
É indicado buscar avaliação ginecológica sempre que houver:
• Dores pélvicas persistentes ou recorrentes;
• Dificuldades para engravidar após 6 a 12 meses de tentativas sem sucesso (variando conforme idade e histórico de saúde);
• Sintomas de infecções genitais, corrimentos ou sangramentos anormais;
• Antecedentes de doenças inflamatórias pélvicas não tratadas ou reincidentes.
O quanto antes o diagnóstico for realizado, melhores as chances de um tratamento eficaz.
Conclusão: cuide da sua saúde reprodutiva
A hidrossalpinge pode trazer dúvidas e afetar a qualidade de vida de muitas mulheres, especialmente aquelas que desejam engravidar. Felizmente, com o diagnóstico precoce e o tratamento adequado, é possível controlar o problema e manter boas perspectivas de fertilidade.
Se você suspeita de hidrossalpinge ou apresenta sintomas compatíveis, busque acompanhamento ginecológico especializado. A Dra. Aline Borges oferece um atendimento humanizado e integral, auxiliando suas pacientes em todas as fases dos cuidados com a saúde feminina.
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Dra. Aline Borges
Ginecologista especialista em Reprodução Humana