Receber o diagnóstico de mioma no útero assusta, especialmente quando vem acompanhado de sangramento intenso, dor e medo de perder a fertilidade. Mas é importante dizer: ter mioma é muito comum — conviver com dor e sangramento não é.
E mais: retirar o útero é sempre a última opção, não a primeira.
Para a maioria das mulheres, é possível tratar, controlar e preservar o útero, quando o tratamento é feito de forma correta e individualizada.
Sinais de que os miomas estão controlando sua vida
Os miomas são benignos, mas podem virar um problema quando começam a interferir no dia a dia. Muitas pacientes chegam à clínica relatando:
- Sangramento menstrual exagerado, levando à anemia e cansaço extremo
- Barriga inchada ou sensação de “estar grávida”
- Vontade de urinar toda hora, por compressão na bexiga
- Dor na relação sexual e cólicas incapacitantes
- Dificuldade de engravidar ou perdas gestacionais repetidas
Se esses sintomas parecem familiares, os miomas podem estar comprometendo sua saúde física, sexual e emocional — e isso merece atenção.
Conheça os tipos de mioma e seus riscos
A localização do mioma determina o sintoma, o risco e o tratamento. Simplificando:
- Submucoso (para dentro do útero)
→ Principal causa de hemorragia e abortamento. Interfere diretamente na fertilidade. - Intramural (na parede do útero)
→ Aumenta o volume uterino, causa dor/cólica e pode deformar a cavidade, dificultando a gestação. - Subseroso (para fora do útero)
→ Comprimi bexiga e intestino. É o tipo que gera “barriga alta” e sensação de inchaço.
Quanto mais cedo esses miomas são identificados e mapeados, mais opções de tratamento a paciente tem — inclusive sem retirar o útero.
Opções de tratamento na clínica
Aqui não existe uma solução única para todas as mulheres. O tratamento é desenhado com base no número, localização, idade e desejo reprodutivo.
1. Tratamento clínico (hormonal)
Usado para controlar sintomas e reduzir sangramento. Inclui opções como DIU Mirena e implantes hormonais, que ajudam no período pré-cirúrgico ou para mulheres sem desejo reprodutivo imediato.
2. Miomectomia (cirurgia preservadora)
A principal opção para quem quer retirar apenas os miomas e preservar o útero. Pode ser realizada por:
- Histeroscopia (sem corte — ideal para submucosos)
- Laparoscopia (mínima invasão)
- Cirurgia Robótica (mais precisão e recuperação mais rápida)
A miomectomia devolve qualidade de vida e ajuda na preservação da fertilidade.
3. Embolização de miomas
Procedimento sem corte que reduz o fluxo sanguíneo dos miomas, fazendo com que “sequem” com o tempo. Ótima alternativa para quem já tem filhos ou não quer cirurgia.
Mioma causa infertilidade? Posso engravidar?
Os miomas podem sim interferir na fertilidade, principalmente os submucosos e os intramurais que deformam a cavidade uterina. A boa notícia é que, quando tratados da forma correta, muitas mulheres engravidam naturalmente ou por reprodução assistida por técnicas como a Fertilização in Vitro.
A diferença está no olhar cirúrgico: além de remover os miomas, é preciso reconstruir o útero, respeitando camadas e cicatrização — especialmente para quem deseja gestar.
Por que a Dra. Aline Borges?
Além de realizar a cirurgia, a Dra. Aline faz o mapeamento ultrassonográfico detalhado dos miomas, identificando número, profundidade e relação com a cavidade. Isso reduz o risco de recidiva e permite cirurgias mais precisas, com preservação da fertilidade.
Enquanto muitas pacientes recebem indicação precoce de histerectomia, aqui o objetivo é manter o útero sempre que for seguro fazê-lo.
Perguntas frequentes sobre miomas
O mioma pode virar câncer?
A chance é raríssima (<0,5%). Mioma é um tumor benigno.
A cirurgia deixa cicatriz grande?
Não. Na laparoscopia e robótica são apenas pequenos orifícios.
Quanto tempo depois da cirurgia posso engravidar?
Entre 3 e 6 meses, dependendo da cicatrização individual.
Qual o perigo do mioma no útero?
Sangramento, anemia, dor, pressão pélvica e impacto na fertilidade quando não tratado.
É necessário tirar o útero?
A histerectomia é reservada para casos específicos. A maior parte das pacientes pode preservar o útero.
O que causa mioma no útero?
Componentes genéticos e hormonais. Não está relacionado a comportamento ou culpa da paciente.
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Nossa prioridade é preservar seu útero e sua saúde.
