fbpx

Alimentação para endometriose.

Alimentação para Endometriose

Neste texto, você poderá obter importantes informações sobre a alimentação para endometriose. Sempre acrescentando os pontos chaves para a melhora dos sintomas.

Alimentação para endometriose: o que eu preciso saber?

A endometriose é uma doença inflamatória, por isso, muitos fatores podem influenciar os sintomas e a evolução da doença, como o tipo de tratamento escolhido, alimentação, stress, atividade física e o sono de qualidade.

 

A endometriose acomete cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva, sendo os principais sintomas:

– Cólica menstrual;

– Dor na relação sexual;

– Alterações intestinais cíclicas, como diarréia, dor ou constipação durante o período menstrual;

– Ardência para urinar durante a menstruação;

– Infertilidade, independente dos sintomas de dor;

– Desconforto abdominal.

 

Ginecologista Especialista em Nutrologia

 

A endometriose é caracterizada pela presença de tecido endometrial (camada que reveste a parte interna do útero) fora da cavidade uterina, como nos ovários, tubas, peritônio, ligamentos e até mesmo em importantes órgãos como bexiga, ureteres e intestino.

 

O estilo de vida da mulher moderna propicia o aumento do stress, falta de atividade física e uma alimentação desequilibrada. Tudo isso contribui para o desenvolvimento da endometriose. 

 

Estes fatores associados às poucas horas de sono, altos níveis de poluentes no ar e a presença de agrotóxicos nos alimentos, leva ao enfraquecimento do sistema imunológico, um importante fator desencadeador da endometriose. 

 

Sendo assim, a alimentação tem um papel importantíssimo na manutenção da imunidade como também no favorecimento de uma composição corpórea adequada, uma vez que o aumento de tecido adiposo produz excesso de hormônios femininos. 

 

Sempre manter o intestino funcionando normalmente é imprescindível, uma vez que as alterações intestinais aumentam a absorção de toxinas, muitas delas inflamatórias e imunossupressoras.

Alimentação para endometriose: o que a nutrologia pode me ajudar?

A nutrologia em ginecologia vem para mostrar o poder que uma alimentação adequada, rica em vitaminas e minerais, pode ajudar a prevenir a endometriose bem como apoiar o seu tratamento, e principalmente, melhorar os sintomas.

 

A paciente com endometriose pode se beneficiar muito de uma alimentação adequada, aproveitando os alimentos que comprovadamente têm ação nos principais sintomas da doença, como dor, irritabilidade, fadiga, insônia, alergias e infertilidade.

 

Ginecologista Especialista em Nutrologia

Alimentação para endometriose: principais alimentos 

A nutrologia ajuda os pacientes a identificarem os hábitos alimentares saudáveis que irão trazer melhor qualidade de vida, entendendo sempre as preferências alimentares de cada paciente e o que faz ela se sentir bem. Tudo isso é fundamental para que as mudanças possam ser permanentes.

 

As mudanças de hábitos são uma das partes mais importantes e a conscientização por parte das mulheres com endometriose, traz benefícios inquestionáveis.

 

A alimentação adequada deve priorizar a ingestão de frutas, legumes e hortaliças, cereais integrais, peixes e carne magra.

 

Lembrar sempre que diminuir o consumo dos alimentos inflamatórios é muito importante, como a farinha refinada, açúcar, carne vermelha e leite.

 

Dietas

Sabemos que a farinha refinada e o açúcar caracterizados como alimentos inflamatórios são carboidratos e podem ser divididos em carboidratos simples e complexos.

 

Carboidratos simples são moléculas pequenas e rapidamente absorvidas, levando a um pico de glicemia, seguido de um pico de insulina (hormônio que regula a concentração de glicose no sangue). 

 

Estes altos níveis de insulina sinalizam ao corpo o excesso de carboidrato na circulação, fazendo com que estes sejam armazenados na forma de gordura, o que favorece o ganho de peso.

 

Os carboidratos simples mais conhecidos são o açúcar, mel, farinhas brancas, pão branco, macarrão, refrigerante, geleia, balas e chocolates, arroz branco, biscoitos simples e sorvete.

 

Por outro lado, os carboidratos complexos são moléculas grandes e de digestão mais lenta. 

 

Eles estão presentes em alimentos ricos em outros nutrientes e fibras, fazendo com que a digestão seja mais lenta sem picos de glicemia ou insulina e, portanto, o organismo não converte o excesso em gordura.

 

Os carboidratos complexos mais conhecidos estão nos alimentos integrais, como pão, arroz e macarrão. Além disso, vegetais ricos em amido como a batata-doce, o milho e a mandioca, as sementes e os cereais também são carboidratos complexos.

 

Sobre o consumo de gorduras e a endometriose, um estudo científico com mais de 70 mil mulheres acompanhadas por 12 anos demonstrou que as pacientes que consumiam maiores quantidade de gorduras de boa qualidade, como o ômega 3, apresentaram menor incidência de endometriose.

 

A alimentação rica em ômega 3, que é uma gordura de boa qualidade, diminuiu o colesterol ruim e elevou os níveis do colesterol bom. Também tem a capacidade de diminuir a incidência de doenças cardíacas e, por isso, sempre que possível precisamos aumentar a ingestão desse nutriente.

 

Os principais alimentos vegetais que contém ômega 3 são a linhaça e a chia. Nos alimentos com origem animal o ômega 3 (EPA E DHA) provém dos peixes, principalmente procedentes de regiões mais frias, tais como, atum, salmão, sardinha, cavala, linguado, anchova, bonito, peixe- espada, entre outros.

 

Em relação às fibras e a endometriose, temos importantes benefícios pois são partículas de origem vegetal, incapazes de serem digeridas pelo nosso organismo e, portanto, não são absorvidas.

 

Com isso, favorecem a regulação intestinal e a formação de uma flora intestinal saudável. Manter o funcionamento adequado do intestino de uma mulher com endometriose está relacionado com importante melhora nos níveis de dor.

 

Lembrar sempre que para obter os benefícios das fibras, é necessário consumir alimentos ricos em fibras diariamente e em todas as refeições, associado a uma ingestão adequada de água.

 

Sendo assim, a alimentação adequada e anti-inflamatória para as pacientes com endometriose deve estimular o aumento do consumo de produtos integrais, frutas, verduras, peixes, castanhas e azeite.

 

Consequentemente, reduzindo o consumo de café, álcool, carne vermelha, produtos derivados do leite, glúten, margarina, farinha branca e bebidas ricas em açúcar e carboidratos refinados.

Alimentação para endometriose: Qual a importância de vitaminas e minerais na alimentação das pacientes com endometriose?

– Vitamina A: Desempenha importante função antioxidante, atua na integridade dos tecidos, no processo de reprodução e tem importante função na imunidade participando da síntese dos linfócitos T (células de defesa do organismo). Os principais alimentos relacionados à endometriose que apresentam vitamina A são os de fonte vegetal como a cenoura, o mamão, a abóbora, a manga, o tomate e pimentão.

 

Ginecologista Especialista em Nutrologia

 

– Vitamina B1: Importante na transmissão de impulsos nervosos, sabe-se que doses elevadas desta vitamina podem diminuir a dor, as melhores fontes são germe de trigo, semente de girassol, amendoim torrado, feijões, ervilhas e com moderação a carne de porco magra, gema de ovo e peixes.

 

Ginecologista Especialista em Nutrologia

 

– Vitamina B6: Atua na resposta imunológica. Sua deficiência pode causar irritabilidade e depressão, sintomas que são algumas vezes identificados em mulheres com endometriose. Os alimentos mais recomendados são germe de trigo, cereais integrais, leguminosas, batatas, banana e aveia.

 

Ginecologista Especialista em Nutrologia

 

– Vitamina B12: Importante vitamina para o organismos e quando combinada com a vit. B1 e B6, apresentam ótimo efeito anti-inflamatório e analgésico. As principais fontes são alimentos protéicos como leite, ovos, peixes e queijos. Lembrar sempre de escolher laticínios com menor teor de gordura, como por exemplo queijo cottage.

 

Ginecologista Especialista em Nutrologia

 

– Vitamina E: Desempenha poderoso efeito antioxidante quando comparada à vit. A e aos ácidos graxos poliinsaturados, como os ác.graxos essenciais. A função antioxidante se dá pela proteção de ácidos graxos poliinsaturados essenciais (ômega 6 e ômega 3) que evitam a ação lesiva em tecidos, conhecido como estresse oxidativo. Os alimentos fontes são: óleos vegetais como soja e milho, germe de trigo, ovos, cereais integrais e sementes oleaginosas como nozes, amêndoas. 

 

Ginecologista Especialista em Nutrologia

 

– Vitamina C: Apresenta ação antioxidante, especialmente em conjunto com a vitamina E e A. Participa do processo de cicatrização e reduz a suscetibilidade às infecções. 

 

Ginecologista Especialista em Nutrologia

 

Combinada com bioflavonóides (substâncias antioxidantes encontradas como pigmentos de frutas, verduras e vegetais superiores), reduz a permeabilidade capilar e aumenta a resistência da microcirculação, que leva a inibição de processos inflamatórios, diminuindo a formação de prostaglandinas inflamatórias e aumentando o catabolismo de ômega 6.

 

São encontrados em frutas cítricas, couve, brócolis, pimentão, frutos da roseira e groselha preta.

 

– Vitamina D: A vitamina D pode diminuir a proliferação de fatores inflamatórios e aumentar a apoptose celular. A suplementação com vitamina D levou a mudanças significativas na dor pélvica das mulheres com endometriose.

 

Ginecologista Especialista em Nutrologia

 

– Zinco: Exerce funções fisiológicas específicas como crescimento e replicação celular, maturação sexual, fertilidade, reprodução, funções fagocitárias e imunitárias. Sua deficiência pode causar alterações no comportamento, diminuição da imunidade, lesões de pele e alergia cutânea. Os alimentos fontes são: frutos do mar como ostras e mariscos, carnes vermelhas, castanhas, amêndoas e amendoim. 

 

Ginecologista Especialista em Nutrologia

 

– Selênio: Poderoso antioxidante poupador de vit. E em muitas reações metabólicas. Em conjunto com vit. A, C e E têm sido usados no tratamento da endometriose como anti-inflamatório. Suas principais fontes são: atum, sardinha, bacalhau, ostra, castanha do Pará, germe de trigo e farinha de trigo integral.

 

Ginecologista Especialista em Nutrologia

 

Alimentação para endometriose: Quais outras estratégias podemos utilizar para a prevenção e tratamento da endometriose?


A alimentação tem grande importância para a prevenção e tratamento da endometriose e, também de outras doenças, mas devemos sempre priorizar a realização de exercícios físicos.

 

Os exercícios físicos devem ser sempre aqueles escolhidos pelas pacientes e realizado com prazer, sendo assim podemos obter benefícios com os mecanismos anti-inflamatórios relacionados à liberação de endorfina e outros neuro-hormônios que auxiliam na diminuição da dor e do estresse da mulher.

 

Especialista em nutrologia para endometriose 

Especialista em nutrologia para endometriose 

Agora que você já sabe um pouco sobre minha especialidade em nutrologia para Endometriose, agende uma consulta.

                                                      kyleena

Referências bibliográficas:

  1. Experiências de saúde após alterações alimentares na endometriose: um estudo de entrevista qualitativa. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/32102806;
  2. Endometriose, dismenorreia e dieta. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23642910;
  3. Estudo prospectivo avaliando o consumo de gorduras na alimentação e o risco de endometriose. https://academic.oup.com/humrep/article/25/6/1528/2915756;
  4. Suplementação com vitamina D ou ácidos graxos ω-3 em meninas adolescentes e mulheres jovens com endometriose (SAGE): um estudo duplo-cego, randomizado, controlado por placebo. Am J Clin Nutr 2020; 112: 229–236.

Tire Todas as
Suas Dúvidas.